Meu nome é Diorgi Nunes. Nasci em Balneário Camboriú, Santa Catarina, e sou filho de zeladores. Cresci e fui criado dentro de condomínio. Desde a época em que nasci, meus pais trabalhavam como zeladores e moramos praticamente toda a vida no mesmo condomínio. Eles permaneceram lá por cerca de 30 anos e se aposentaram como zeladores.
Passei grande parte da minha infância e juventude na Barra Sul, em Balneário Camboriú. Estudei no Colégio Presidente João Goulart, no centro da cidade, e sempre tive essa vivência dentro de condomínio, convivendo com muitas pessoas e acompanhando o trabalho dos meus pais.
Além de serem zeladores, eles também realizavam serviços de manutenção. Quando alguém precisava de ajuda, meu pai e minha mãe faziam os reparos. Eles cuidavam de descarga, pintura, cortinas e diversas outras necessidades dos apartamentos. Também contratavam e acompanhavam pedreiros e outros profissionais para reformas.
Eu cresci nesse ambiente. Além das atividades de zeladoria, meus pais faziam a gestão e o acompanhamento dos prestadores de serviço que atuavam tanto na manutenção predial quanto nos apartamentos. Minha mãe cuidava de muitos imóveis cujos proprietários moravam em outros estados. Ela era responsável por manter esses apartamentos em ordem e resolver tudo o que fosse necessário.
Mais tarde, eu me casei. Conheço minha esposa desde os nove anos de idade, por causa do movimento escoteiro. Ela começou a frequentar o escotismo aos oito anos e eu aos nove. Nós nos conhecemos dentro desse movimento e passamos muitos anos juntos participando de atividades, acampamentos e eventos nos finais de semana. Aos 17 anos começamos a namorar. Também estudamos juntos e seguimos construindo nossa história lado a lado.
Antes de começarmos a namorar, voltando um pouco no tempo, quando eu tinha 13 anos fui trabalhar em uma lanchonete na Barra Sul. Naquela temporada, atuei como auxiliar de cozinha e ajudava em tudo o que fosse necessário no estabelecimento.
Aos 14 anos, fui trabalhar na Unimed do Litoral como office boy. A Unimed ainda estava começando na região e, pelo que me lembro, eu era o quarto ou quinto funcionário da empresa.
Nessa mesma época, meu pai perguntou se eu não gostaria de fazer cursos profissionalizantes no SENAI, principalmente na área de elétrica. Ele estava construindo a nossa casa, com a ajuda da minha mãe, e eu sempre participava, ajudando em diversas atividades, como serviços de pedreiro, elétrica e outras tarefas da obra.
Então resolvemos nos inscrever juntos no SENAI. Isso foi por volta de 1993. Durante todo aquele ano fizemos vários cursos profissionalizantes, como elétrica básica, elétrica predial, desenho elétrico e outros relacionados à área técnica. Passamos praticamente o ano inteiro estudando e nos qualificando.
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